O Sol esturricante que paira sobre minha cabeça hoje, deixa sem qualquer SOMBRA de dúvidas que realmente estou em Foz do Iguaçu. Ainda que naquele clima ameno, embalado em seu cheiro indicando que estou no paraíso, sei que fora daquele quartinho haveria um reboliço.
Um filme, dois, três... Era tanto monóxido de carbono que estava me deixando angustiado; filmes inacabados e um musical inesperado! Vira, desvira, se vira, se meche e se estica, até achar um jeitinho confortável. E depois de muito esforço, o convite inesperado parece cair como uma luva para completar a session do dia!
– Amor, vamos na piscina?
Aceitei o convite, entretanto frustrado.
E é claro calor, muito calor, a sensação térmica sobe a 60° e sem vento, infelizmente não pude agüentar. Exagerando na gafe, o dedo quase gasto a procura de uma solução, para meu em passe! O beijo de despedida foi esquecido em meio à fúria, se não me chama de volta, eu continuo e sumo!
Um passo, dois, três... E logo me arrependo, como aquela crise de ciúmes, mas agora é tarde, vou pegar meu rumo para o fim do mundo.
O ônibus até que veio ligeiro atendendo meu apelo, meu anseio... Arrependimento!
"GRR" o estômago anuncia! E entre uma esfirra de frango engordurada e um cigarro, pensamentos vagam; voam; em busca de teus braços! Eis que estou em casa, toda aquela cena me serviu de nada, estou com calor e sem você brincando no ventilador, pra vê se me distrai! Meu texto pode não ter contexto, mas de uma coisa estou certo, sei que te quero!
Allison Ramirez
* O presente mais lindo que já recebi.Você só tem me surpreendido.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Minha bolha está em reforma.
Não tenho medo de crescer.Já os outros estão sempre brecando minha independência.Com simples atitudes e observações que me deixam arrasada.
Não é intencional, apenas acontece.Eles esquecem que muito cedo tive que aprender a suportar minhas dores sozinha.Afinal, cada um dentro da própria bolha.Essa é a minha teoria.Por mais unida que uma família possa ser, um não deve interferir nas decisões do outro.Agora é minha vez!Quero viver, sem cálculos e restrições.Eu aceitei muitas vezes suas escolhas.Agora, volte para sua bolha.Estou bem assim!
Não é intencional, apenas acontece.Eles esquecem que muito cedo tive que aprender a suportar minhas dores sozinha.Afinal, cada um dentro da própria bolha.Essa é a minha teoria.Por mais unida que uma família possa ser, um não deve interferir nas decisões do outro.Agora é minha vez!Quero viver, sem cálculos e restrições.Eu aceitei muitas vezes suas escolhas.Agora, volte para sua bolha.Estou bem assim!
domingo, 8 de fevereiro de 2009
22 segundos
1968, religião, preconceito, MST, cotas na universidade, Ovo e galinha, Allan Kardec, Platão, etc, etc, etc. Nada faz sentido agora.Acabo de receber sua ligação.
-Alô, amor?
-Alô
-Então, to indo dar umas voltas com o pessoal aqui.Tem problema?
-Não,tudo bem.Vai demorar?
-Acho que não muito.Tava dormindo?
-Não, tava escrevendo. (na verdade tentando)
-Então beleza, to indo.
-Uhum
-Beijos,te amo.Tchau
-Beijos,te amo.Tchau.
Cadê a política?Cadê seus textos revolucionários?Cadê, cadê?Ahh! Isso fica pra outra hora meu bem.
-Alô, amor?
-Alô
-Então, to indo dar umas voltas com o pessoal aqui.Tem problema?
-Não,tudo bem.Vai demorar?
-Acho que não muito.Tava dormindo?
-Não, tava escrevendo. (na verdade tentando)
-Então beleza, to indo.
-Uhum
-Beijos,te amo.Tchau
-Beijos,te amo.Tchau.
Cadê a política?Cadê seus textos revolucionários?Cadê, cadê?Ahh! Isso fica pra outra hora meu bem.
sábado, 7 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Gastando o tempo
Hoje, o dia está chuvoso e nublado isso me deixa um tanto melancólica.Me sinto em Curitiba.
Enquanto fazia cursinho descobri quão horrível são minhas redações,saí a procura de professores particulares,até que encontrei uma mulher chamada Deize.Loira,magra e com olheiras bem profundas.Foi amor a primeira vista.Aah,aquela mulher.Ela apresentava os temas, discutia,falava,falava...e aí perguntava a minha opinião.99% das vezes eu nunca tinha lido nem pensado nos assuntos que ela trazia para a aula.Mas teve um dia que ela trouxe uma proposta da Vunesp,que fazia uma pergunta “ A fama é necessária? “ e eu escrevi alguma coisa assim :
Batatas
Já nascemos famosos.Antes mesmo da criança nascer os pais discutem sobre a escola que a criança irá estudar,qual será a cor favorita,se ela será ruiva ou morena...A notícia corre, logo toda a cidade sabe que um bebê está a caminho.
Dentro da barriga da mãe “flashes” são disparados, depois fotos nomeadas: mamãe com um mês, mamãe com dois meses.Somos famosos querendo ou não.Cada um dentro do próprio ciclo, o ciclo de amizades, familiar ou no mundo.Alguns pela inteligência, outros pelo corpo, beleza,chatice,feiúra.Enfim cada pessoa possui a própria fama.
Hitler não ficou famoso por escrever “minha luta”, ficou famoso por matar milhões de judeus e ciganos.Ayan Hrish Ali está famoso por despertar o mundo sobre a miséria existente em paises como a Somália.José Padilha pelo filme “Tropa de Elite” e agora pelo documentário “garapa”
Para ser famoso vale tudo.Ser uma celebridade como os “bbb´s” é fácil, basta ser bonitinho.Mas por quanto tempo eles ficarão famosos?O dinheiro vem assim como um corpo bonito na juventude.Pode ter certeza um dia ele acaba, os peitos caem e você engorda.
Sem dinheiro e corpo, hoje dificilmente você seria famoso.O conceito de fama foi trocado por “quem for mais ridículo, vence”.Platão e Aristóteles são famosos até hoje pelas idéias revolucionarias que tiveram.
E você, é famoso por quê?Glória Maria, Faustão, Gugu...Aaah! Eles não são famosos, são pó.Basto o tempo para serem esquecidos.São julgados vencedores no mundo midiático.Então digo a eles “ao vencedor as batatas”.
Sim a fama é necessária.Não fosse ela o que seria de Freud, Marcel Proust e Isabel Allende?Seriam apenas livros esquecidos na prateleira.
O resto,são apenas batatas como eu.
Lívia Gava Bersot
Estou a espera de alguém que torne os dias chuvosos os melhores.
Enquanto fazia cursinho descobri quão horrível são minhas redações,saí a procura de professores particulares,até que encontrei uma mulher chamada Deize.Loira,magra e com olheiras bem profundas.Foi amor a primeira vista.Aah,aquela mulher.Ela apresentava os temas, discutia,falava,falava...e aí perguntava a minha opinião.99% das vezes eu nunca tinha lido nem pensado nos assuntos que ela trazia para a aula.Mas teve um dia que ela trouxe uma proposta da Vunesp,que fazia uma pergunta “ A fama é necessária? “ e eu escrevi alguma coisa assim :
Batatas
Já nascemos famosos.Antes mesmo da criança nascer os pais discutem sobre a escola que a criança irá estudar,qual será a cor favorita,se ela será ruiva ou morena...A notícia corre, logo toda a cidade sabe que um bebê está a caminho.
Dentro da barriga da mãe “flashes” são disparados, depois fotos nomeadas: mamãe com um mês, mamãe com dois meses.Somos famosos querendo ou não.Cada um dentro do próprio ciclo, o ciclo de amizades, familiar ou no mundo.Alguns pela inteligência, outros pelo corpo, beleza,chatice,feiúra.Enfim cada pessoa possui a própria fama.
Hitler não ficou famoso por escrever “minha luta”, ficou famoso por matar milhões de judeus e ciganos.Ayan Hrish Ali está famoso por despertar o mundo sobre a miséria existente em paises como a Somália.José Padilha pelo filme “Tropa de Elite” e agora pelo documentário “garapa”
Para ser famoso vale tudo.Ser uma celebridade como os “bbb´s” é fácil, basta ser bonitinho.Mas por quanto tempo eles ficarão famosos?O dinheiro vem assim como um corpo bonito na juventude.Pode ter certeza um dia ele acaba, os peitos caem e você engorda.
Sem dinheiro e corpo, hoje dificilmente você seria famoso.O conceito de fama foi trocado por “quem for mais ridículo, vence”.Platão e Aristóteles são famosos até hoje pelas idéias revolucionarias que tiveram.
E você, é famoso por quê?Glória Maria, Faustão, Gugu...Aaah! Eles não são famosos, são pó.Basto o tempo para serem esquecidos.São julgados vencedores no mundo midiático.Então digo a eles “ao vencedor as batatas”.
Sim a fama é necessária.Não fosse ela o que seria de Freud, Marcel Proust e Isabel Allende?Seriam apenas livros esquecidos na prateleira.
O resto,são apenas batatas como eu.
Lívia Gava Bersot
Estou a espera de alguém que torne os dias chuvosos os melhores.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
O amor como artifício
Quatro livros ,ultima semana de férias ,um velho amor e Nietzsche não me deixa em paz.Preciso ler.
"O amor como artifício- Quem realmente quiser conhecer algo novo(seja uma pessoa,um evento ou um livro),fará bem em receber esta novidade com todo amor possível,e rapidamente desviar os olhos e mesmo esquecer tudo o que nela pareça hostil,desagradável,falso:de modo a doar ao autor de um livro,por exemplo,uma boa vantagem inicial,e,como se estivesse numa corrida,desejar ardentemente que ele atinja sua meta.Pois assim penetramos até o coração,até o centro motor da coisa nova:o que significa justamente conhecê-la.Se alcançamos este ponto,a razão pode fazer suas restrições;a superestimação,a desativação temporária do pêndulo crítico,foi somente um artifício para fazer aparecer a alma de uma coisa."
Finalmente minha alma está viva.
"O amor como artifício- Quem realmente quiser conhecer algo novo(seja uma pessoa,um evento ou um livro),fará bem em receber esta novidade com todo amor possível,e rapidamente desviar os olhos e mesmo esquecer tudo o que nela pareça hostil,desagradável,falso:de modo a doar ao autor de um livro,por exemplo,uma boa vantagem inicial,e,como se estivesse numa corrida,desejar ardentemente que ele atinja sua meta.Pois assim penetramos até o coração,até o centro motor da coisa nova:o que significa justamente conhecê-la.Se alcançamos este ponto,a razão pode fazer suas restrições;a superestimação,a desativação temporária do pêndulo crítico,foi somente um artifício para fazer aparecer a alma de uma coisa."
Finalmente minha alma está viva.
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